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* Abdias Duque Abrantes.

 * Jornalista e Advogado

   Assessor de Comunicação Social na empresa Secretaria de Estado da Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte.
   Estudou Bacharel em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo na instituição de ensino Universidade Federal da Paraíba (UFPB
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* Dedé Lima.

 * Reporte e Fotografor

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* Dr.Fabricio Abrantes.

 * Advogado e Formado em Farmácia

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* Mara Sarmento.

 * Advogado e vereador de Vieirópolis

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* Pe. Djacy Brasileiro.

@PadreDjacy SEGUE VOCÊ.
Padre no sertão-PB.
Filho do vale do Piancó.
Formado: Filosofia e Teologia.
Sonho: Povo liberto da alienação política/religiosa.
Paixão: Causas Sociais

A adoção por casais estrangeiros CONFIRA!

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A adoção é uma alternativa à constituição de famílias naturais, nos casos em que o casal não possui condições de gerar família, ou ainda, opte pela adoção, por vários critérios, sejam eles humanitários, éticos, morais ou sociais. Tal instituto jurídico é previsto no artigo 227, § 5º do Estatuto Supremo, sendo regulada pela Lei nº. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), em seus artigos 39/52, quando se tratar de criança e adolescente e por meio dos artigos 1.618 e seguintes do Código Civil.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou em sessão segunda-feira (24) uma resolução que admite que estrangeiros ou brasileiros residentes no exterior sejam incluídos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). A finalidade é aumentar as adoções de crianças mais velhas e de grupos de irmãos. A mudança funcional do sistema permitirá aos juízes da infância e juventude de todos os municípios brasileiros terem acesso aos dados dos estrangeiros habilitados em todos os tribunais de Justiça, de maneira a atender o disposto no art. 50, § 6º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo o artigo 50, § 6º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) haverá cadastros distintos para pessoas ou casais residentes fora do País, que somente serão consultados na inexistência de postulantes nacionais habilitados nos cadastros mencionados nos cadastros estaduais e nacional incluído pela Lei nº 12.010, de 2009. O texto altera a Resolução nº. 54/2008 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que criou o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), e aumenta deste modo, a visibilidade dos pretendentes que moram no exterior no procedimento de adoção internacional.

Hoje em dia, os estrangeiros não fazem parte do Cadastro Nacional de Adoção. Para adotarem um brasileiro, eles devem esperar que a criança não seja escolhida pelo cadastro nacional. Só aí é que os juízes dos tribunais estaduais liberam para adoção internacional. Ao consentir que estrangeiros também possam participar do cadastro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) almeja agilizar o processo e o torná-lo mais transparente.

Dados atualizados do cadastro nacional apontam que há mais de 30 mil pretendentes – casais ou solteiros – a adotar e 5,4 mil crianças disponíveis para adoção. Isso poderia indicar que todas as crianças serão adotadas, todavia a realidade é outra.Cerca de 98% dos pretendentes à adoção no Brasil querem crianças com menos de sete anos de idade. Só que as crianças nessa faixa etária são menos de 10% das disponíveis para a adoção. A grande maioria dos que procuram um lar são crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos.

Outro dado relevante: 75% das crianças e adolescentes que esperam ser adotados têm irmãos também disponíveis para adoção. E o Poder Judiciário sempre busca que eles sejam adotados juntos para não perderem o vínculo familiar. Entre os pretendentes, 80% querem adotar uma única criança. Segundo o conselheiro, a inclusão de estrangeiros objetiva admitir que mais crianças tenham uma família.

Segundo o coordenador-geral da Autoridade Central Administrativa Federal, George Lima, em 2013 cerca de 300 crianças foram adotadas no Brasil. Os principais destinos foram Itália e França. George Lima diz que o governo federal aprova a inclusão dos estrangeiros no cadastro nacional.

“A criança, quando vai para adoção, passa por um processo de destituição do poder familiar. O juiz tem muita cautela para dizer que ela não pode voltar à família natural. Isso demora. Acontece que, muitas vezes, a criança vai para um abrigo, demora a destituição do poder familiar, e ela fica disponível para adoção no cadastro e só depois vai para adoção internacional. Não queremos incentivar a adoção internacional, mas sim fazer com que mais crianças tenham uma família”, disse George Lima.

“Na adoção nacional, ainda se tem aquela ideia de tornar o filho adotivo como biológico, omitindo a adoção. Tendem a fazer isso, procurando criança pequena e da mesma cor, para elas não terem lembrança da adoção. Mas isso vem mudando, e o governo vem atuando para mudar essa cultura”, destaca o coordenador George Lima.

A resolução do CNJ vai dar transparência para a adoção internacional e facilitar a adoção de crianças cujo perfil os casais residentes no Brasil não querem. A medida será extremamente positiva. A iniciativa não visa incentivar a adoção internacional, mas sim fazer com que mais crianças tenham uma família. A adoção internacional deve primar-se não apenas pela vida, mas pela qualidade de vida do menor, que merece e faz jus à saúde, bem-estar, educação, à uma estrutura familiar de fato, a fim de que cresça e se torne um cidadão equilibrado, com moral,éticaevirtude.

     

Abdias Duque de Abrantes – jornalista, advogado e pós-graduado em Direito Processual do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), que integra a Laureate International Universities

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As atribuições dos prefeitos

ABIDIAS-JORNALISTA

 

 

O Prefeito é o chefe do poder Executivo municipal. A sua função principal é definir um programa de governo para o município. Os Prefeitos também são os chefes da administração pública municipal, que reúne todos os funcionários e servidores públicos do município. É fundamental frisar a ideia de que o Poder Executivo é de fato aquele quem executa, coloca em prática um conjunto de intenções do governo, realiza determinada obra, projeto, programa ou política pública.

O prefeito, sendo o agente político superior dentro de um Município, deve agir como defensor do ente federado perante a Câmara Municipal e outros órgãos do governo, com o escopo de zelar pelos interesses da população. O gestor tem o dever de cumprir atribuições previstas na Constituição Cidadã de 1988, ao definir onde serão aplicados os recursos provenientes de impostos e demais verbas repassadas pelo Estado e pela União.

A principal função do prefeito ou prefeita é administrar o dinheiro público. E com esses recursos garantir o desenvolvimento do município e o bem-estar de seus munícipes. Entre as funções estão a organização do serviço público, proteger o patrimônio histórico-cultural local, garantir o funcionamento do transporte coletivo e escolar. O cuidado com as praças, parques, jardins, a limpeza urbana e o esgoto também são de obrigação das prefeituras.

O direito à moradia também pode ser atribuído ao poder municipal em determinadas ocasiões, por exemplo, ele pode decidir quais são os terrenos que podem ser utilizados e ocupados e quais lugares podem ter determinado tipo de indústria, comércio, residência, prédios, escolas, entre outras coisas. Vale lembrar que assuntos como a segurança só cabe ao poder à administração da guarda municipal, então ações sobre a polícia militar e polícia federal não cabem ao prefeito. Legislações como legalização do aborto, das drogas e mudança das disciplinas na escola também não cabem a esse cargo político e, sim, ao presidente da república.

A elaboração de políticas públicas para saúde, educação, habitação, entre outros fatores pertinentes ao bem-estar e qualidade de vida dos munícipios estão entre suas ações. Como representante do poder executivo, é o prefeito quem encabeça a administração do Município, empreendendo a gestão da coisa pública, do controle do erário ao planejamento e concretização de obras, sejam elas em termos de construção civil ou da área social.

Na área de saneamento básico, as prefeituras atuam em parceria com os estados. Na educação, a obrigação do município é cuidar das creches e ensino fundamental. Para realizar suas tarefas, as prefeituras contam principalmente com o dinheiro arrecadado pelo IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços). Mas nem sempre essa verba é o suficiente, sendo necessário um aporte do Governo Federal.

Compete ao prefeito desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem estar dos seus habitantes; organizar os serviços públicos de interesse local; pavimentar ruas, preservar e construir espaços públicos, como praças e parques; promover o desenvolvimento urbano e o ordenamento territorial; apresentar projetos de lei à Câmara Municipal, além de sancionar ou vetar; zelar pelo meio ambiente, pela limpeza da cidade e pelo saneamento básico; arrecadar, administrar e aplicar os impostos municipais da melhor forma e planejar, comandar, coordenar, controlar, entre outras atividades relacionadas ao cargo.

O prefeito não governa sozinho, e por isso depende de apoio político da Câmara Municipal, assim como de outras esferas governamentais, ou seja, do governo estadual e federal. A cooperação destes dois últimos se dá através de repasses de verbas, convênios e auxílios de toda natureza para a realização de obras e implantação de programas sociais, os quais, principalmente no caso de prefeituras de pequenos municípios, tornam-se fundamentais para o atendimento das demandas locais.

Decidir onde vai ser aplicado o dinheiro arrecadado é uma tarefa do gestor, que precisa ser aprovada pela Câmara dos Vereadores. A população deve fiscalizar o trabalho do prefeito e, sempre que suspeitar de irregularidades, deve encaminhar denúncia ao Ministério Público ou à Câmara dos Vereadores. O julgamento do prefeito será perante o Tribunal de Justiça.

É importante ressalvar que, caso venha a cometer algum crime, o prefeito é julgado pela Câmara de Vereadores, que, comprovando as infrações político-administrativas cometidas, poderá condená-lo, sujeitando-o a pena de cassação do mandato. As infrações político-administrativas que podem ser cometidas por prefeito, estão listadas no art. 4º do Decreto-lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967.

O artigo 30 da Constituição da República traz como competência dos municípios legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da população; promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; e promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

Abdias Duque de Abrantes – jornalista, servidor público, advogado e pós-graduado em Direito Processual do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), que integra a Laureate International Universities

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TCE expede alerta aos prefeitos sobre verba de precatórios do Fundef

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O Tribunal de Contas do Estado, em sessão do Pleno realizada nesta quarta-feira (09), determinou a expedição de ofício a todos os prefeitos do Estado com um “Alerta de Responsabilização” sobre a aplicação de verbas recebidas pelos municípios em precatórios do Tribunal Regional Federal (TRF).

Esses precatórios são referentes a diferenças de repasses da complementação federal do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

Segundo o Ministério Público de Contas de Pernambuco, alguns municípios receberão mais de 100 milhões de reais nas próximas semanas.

Para resguardar que estas verbas extraordinárias sejam aplicadas corretamente, o procurador Gilmar Severino de Lima ingressou com uma representação no TCE, pedindo a expedição do “Alerta”.

”Faz-se imprescindível a atuação do Tribunal de Contas, intervindo e alertando os gestores, no sentido de garantir que os recursos públicos percebidos em decorrência de complementação do antigo Fundef sejam aplicados em sua destinação correta”, asseverou Gilmar Severino de Lima.

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 Conforme a discussão da matéria pelos conselheiros, há grande controvérsia jurídica sobre a existência ou não de vinculações legais na destinação de tais recursos.

Enquanto os municípios defendem a livre aplicação das verbas, sindicatos de professores pedem uma vinculação ao pagamento dos docentes.

No Poder Judiciário, o tema também é controverso.

Em Fortaleza, o TRF concedeu uma liminar aos professores acatando a vinculação da verba, mas a decisão foi suspensa pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o MPCO informou, o Ministério Público Federal em Pernambuco também tem procedimento investigatório sobre o assunto.

Para uma melhor análise das inúmeras controvérsias jurídicas da questão, o TCE está recomendando a todos os prefeitos que não apliquem ou utilizem os recursos, até uma definição de mérito do STF.

A ministra Carmén Lúcia já solicitou um parecer do procurador geral da República, antes de levar a matéria ao plenário da Corte.

Os prefeitos que não obedeceram ao “Alerta” estarão sujeitos à rejeição das contas de gestão, além de aplicação de multa e envio de cópia do processo ao Ministério Público Estadual, para abertura de ação penal e de improbidade.

Outra deliberação dos conselheiros é que, na análise das contas de prefeitos de 2016, a aplicação dos recursos do precatórios do Fundef passe a ser obrigatoriamente analisada. clique aqui e confira o alerta enviado aos prefeitos.

       

Gerência de Jornalismo (GEJO), 09/11/2016

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APELO DRAMÁTICO DE PASTOR EM NOME DAS VÍTIMAS DA SECA.

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Como sertanejo e padre, lanço um grito pungente pedindo socorro às autoridades deste país, no sentido de socorrer o Nordeste que se agoniza com uma seca cruel, jamais vista na região. A cada ano a estiagem devora, trazendo gravíssimas consequências para a sua população.

No sertão paraibano, caminhamos para uma tragédia humanitária. Quase todos os reservatórios estão secos. A água acabou. A sede é uma realidade em quase todas as cidades do sertão. O clamor do povo é grande. O desespero toma conta. Não sabemos mais onde buscar água para beber.

Que o governo federal priorize, com URGÊNCIA, a conclusão do projeto de transposição, o que será uma grande alternativa para amenizar o drama do povo nordestino.

Se não houver inverno no próximo ano, e as águas do rio São Francisco não chegarem, poderá haver uma tragédia humanitária sem precedência na historia do Nordeste.

 

Com-Padre Djacy Brasileiro.

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O filme o País de São Saruê, a região Nordeste, a cultura do algodão, a seca e a cidade de Sousa-PB CONFIRA!

ABIDIAS-JORNALISTA

   

O filme o país de São Saruê é um documentário do cineasta e documentarista brasileiro de origem paraibana, Vladimir Carvalho. Filmado na Fazenda Acauã – oeste da Paraíba; PE; RN e CE. Participaram do elenco o usineiro e ex-deputado federal, José de Paiva Gadelha apresentado como um dos homens de negócios mais bem sucedidos da região, o líder político, ex-prefeito de Sousa e ex-governador da Paraíba, Antônio Mariz, Pedro Alma – pioneiro do ouro, Zeca Inocêncio, ex-garimpeiro e o ativista social e membro do programa de ajuda humanitária do Peace Corps, Charles Foster.

Uma estória baseada no poema Viagem a São Saruê do poeta guarabirense, Manuel Camilo dos Santos. Produzido em 1971. Música de Ernesto Nazareth; José Siqueira; Luiz Gonzaga e Marcus Vinicius. Em 1979, com o processo político chamado de Abertura, pela ditadura militar, o filme O País de São Saruê é liberado do “cárcere” onde se encontrava e é recebido calorosamente pela crítica e pelo Festival de Brasília, ganhando o prêmio especial do júri.

Primeiro documentário em longa-metragem do cineasta Vladimir Carvalho (1935). A filmagem, iniciada em 1966, graças ao apoio do politico Antônio Marques da Silva Mariz, prefeito de Sousa- Paraíba, é interrompida pelas chuvas no Vale do Rio do Peixe, que altera a esperada paisagem de seca da região. Com o acréscimo de novas gravações efetuadas no ano seguinte, monta-se uma primeira versão, ainda em 16 mm e com cerca de 50 minutos. É exibida em 1968 no Rio de Janeiro e no Festival de Viña del Mar, com o nome de O Sertão do Rio do Peixe.

Com efeito, contrário aos documentários tradicionais, sua abordagem do homem nordestino não é antropológica ou folclórica. Além do registro do cotidiano de trabalho explorado e das manifestações culturais dos sertanejos, desenvolve também uma narrativa política que interliga a realidade da miséria crônica com o mito de uma almejada terra de abundância.

Essa narração, com ressonâncias pedagógicas de reportagem ou resvalando para a ficção, constrói uma “polifonia, uma técnica compositiva que produz uma textura sonora específica, em que duas ou mais vozes se desenvolvem preservando um caráter melódico e rítmico individualizado” visual e sonora, na qual mescla-se a narração clássica do dramaturgo Paulo Pontes (1940-1976). O documentário contém dados econômicos e históricos, músicas de apoio, o som gravado de entrevistas em emissoras de rádios locais que, às vezes, simula captação direta e a leitura declamada de um poema. O equivalente visual é encontrado na fotografia de negros e brancos bem destacados, a lembrar a xilogravura do folheto de cordel.

Há três séculos as terras secas da região Nordeste foram conquistadas à grande nação dos índios Cariris pelos bandeirantes e colonos. Distantes do Litoral, estabeleceram as primeiras fazendas de gado, desenvolvendo uma cultura pastoril e agrícola. Após um grande desenvolvimento, gerando um período de fausto, essas fazendas, caracterizadas pelo regime de senhores e servos, estagnaram-se economicamente. Com o início de um novo ciclo econômico, o do ouro em Minas Gerais, essas regiões foram abandonadas, mas seus proprietários deixaram atrás de si um imenso potencial de riqueza ainda inexplorado. Trezentos anos depois, essas terras permanecem tal como foram deixadas pelos seus pioneiros ocupantes. À custa de muitas lutas, os novos colonos tentam nelas sobreviver. Documentário apoiado em entrevistas com sertanejos, líderes políticos e empresários nos sertões da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.

Os primeiros passos foram dados em 1966, quando o cineasta Vladimir Carvalho, filmou algumas cenas da cidade de Sousa-PB, a pedido do então prefeito Antônio Mariz. O País de São Saruê é uma versão maior, mais profunda, mais bela ainda, do Sertão do Rio do Peixe, concluído em 1968 e praticamente rodado naquela cidade. Entre os objetivos de Vladimir Carvalho, esteve o de mostrar as contradições do homem do campo a partir das lições colhidas com a existência das Ligas Camponesas, organizações de camponeses formadas pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) a partir de 1945.

Foi um dos movimentos mais importantes em prol da reforma agrária e da melhoria das condições de vida no campo no Brasil. Elas foram abafadas depois do fim do governo de Getúlio Vargas e só voltaram a agir em 1954, inicialmente no estado de Pernambuco, e posteriormente na Paraíba, no Rio de Janeiro e em Goiás. A partir daí, as Ligas Camponesas exerceram intensa atividade até a queda de João Goulart, em 1964. O mais conhecido líder do primeiro período foi Gregório Lourenço Bezerra e do segundo, Francisco Julião Arruda de Paula.

Artesanal, o filme foi realizado num clima de documentar a dura realidade do campo. Só posteriormente, já com os elementos influenciadores do mundo de cordel, é que ganhará os toques poéticos que o marcam definitivamente quase na fase final de sua montagem – com a adição do material rodado entre 1969 e 1970. Concluído em 1971, e apesar de recebido com euforia, foi vetado pelo governo “por ferir a dignidade e os interesses nacionais”. E só voltaria a ser exibido em 1979.

O filme começa com a ocupação das terras e o primeiro ciclo econômico: no chão pedregoso da caatinga, desenvolve-se a criação de gado, que estimula, no plano cultural, a dramatização folclórica da morte do boi. Exemplificada pela fazenda Acauã, a opulência mal distribuída impede o desenvolvimento harmonioso, apesar do núcleo urbano de Sousa ostentar sinais de progresso ao longo do tempo.

Um novo ciclo de riqueza, baseado na plantação de algodão, “o ouro branco do sertão”, para suprir o mercado externo, não altera a vida do sertanejo pobre, submetido ao regime feudal da meação. Usinas de processamento da matéria-prima garantem a ascensão de outras famílias, entre as quais a do usineiro e ex-deputado federal de Sousa-PB, José de Paiva Gadelha (1916-1983), empresário e político que, no primeiro depoimento do filme, reconhece as dificuldades do homem do campo e enumera benemerências sociais.

O usineiro Zé Gadelha emprestava dinheiro para que os produtores de algodão da região de Sousa fornecessem o produto para sua usina. Um dos grandes produtores e compradores de algodão da região era o saudoso agropecuarista Assis Barbosa, amigo e fiel escudeiro de Zé Gadelha.

O usineiro José de Paiva Gadelha é indagado a respeito das condições do homem do campo na região sertaneja, e se posiciona em aparente defesa destas populações, demonstrando toda a sua preocupação com os habitantes de Sousa. Declara, de modo geral, que se trata de “uma gente desprotegida dos poderes federais, estaduais e municipais”, que não recebe ajuda do governo, vivendo subjugada aos bancos. O fato de ser uma gente pobre e endividada, para ele, deve ser brevemente solucionada, para isso bastando que se conceda crédito financeiro a ajuda de um modo geral ao homem do campo.

Na feira popular de Sousa, alto sertão da Paraíba, onde se destacam vasilhas reaproveitadas de produtos multinacionais, associa-se a vassalagem das usinas nacionais ao esquema econômico assenhoreado pelas empresas estrangeiras. Um segundo depoimento, o de Charles Foster (1828-1904), do programa de ajuda humanitária do Peace Corps, relata seu trabalho de integração com a comunidade, de discussão dos problemas sociais e compensação distributiva de doações provenientes dos Estados Unidos.

Abre-se o terceiro exemplo sobre riqueza e decadência que caracterizam a região, ao mesmo tempo em que se esclarece o título do documentário. Segundo a imaginação de um poeta popular, São Saruê é um país imaginário, utopia de uma região abundante. Dois velhos garimpeiros, Pedro Alma e Zeca Inocêncio, rememoram as promessas de prosperidade quando da descoberta de um filão de ouro. Enquanto isso, as imagens mostram as ruínas de uma cidade quando o trabalho de mineração é impedido. Permanece a esperança na figura de Chateaubriand Suassuna, visionário que esquadrinha suas terras em busca de urânio e outros metais de valor.

O último depoimento é do então prefeito Antônio Marques da Silva Mariz, que já havia sido petebista (varguista) e vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e que expõe a permanente dependência do povo pelas autoridades públicas, por conta dos flagelos climáticos e econômicos. O político Antônio Marques da Silva Mariz justifica o subdesenvolvimento do sertão pela estrutura fundiária. A uma estrutura agrária perversa associa-se a seca e a enchente.

O político Antônio Mariz expõe o que acredita ser as causas dessa mesma pobreza: “Praticamente não se nasce, não se sofre, não se morre sem que a prefeitura intervenha. Parece curioso isso, mas não é mais que o retrato da realidade. Ao nascer é batizado, é o registro civil. Ao adoecer é o remédio. Ao morrer é o caixão em que se vai enterrar. Tudo se vai pedir à prefeitura. Mas esse pedir permanente não revela ociosidade nem aversão ao trabalho como poderia parecer aos mais rigorosos ou intolerantes. É antes a imagem da pobreza regional que não decorre nem da natureza, nem do temperamento, nem da formação do povo. Mas que é fruto de longos erros acumulados na forma de explorar a terra, na forma de criar e distribuir riquezas. Muitos pensarão à primeira vista que o problema do nordestino é só o problema da seca e raramente o problema das enchentes. Mas longe da seca e da enchente, muito mais grave, é o problema da estrutura agrária [...]”, disse Antônio Mariz.

O documentário constrói a nível estético as oposições exploração e justiça e riqueza e miséria. O filme exibe os problemas sociais enfrentados na região nordeste. Aborda a questão da produção de algodão e sua exploração por latifundiários locais e a penosa situação de camponeses que buscam outras formas de subsistência como a caça em tempos de seca. O conflito de interesses entre o trabalhador rural e os grandes proprietários das usinas, nesta ocasião, parece não provocar uma reação ou embate da parte desprivilegiada, a dos camponeses.

O documentário coteja algumas questões que seriam supostamente fundamentais para compreender a reprodução insistente da condição de miséria do trabalhador rural nordestino. Sua história, já marcada pela injustiça, pela seca e pela exploração.

 

Abdias Duque de Abrantes – jornalista, servidor público, advogado e pós-graduado em Direito Processual do Trabalho pela Universidade Potiguar (UnP), que integra a Laureate International Universities

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