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* Dedé Lima.

 * Reporte e Fotografor

A cegueira do Vidente Cego II

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(Professor Jônatas Frazão)

Eu já tive oportunidade de escrever sobre os devaneios de Gilvan Freire e pensei que as asneiras que ele tinha falado, naquela oportunidade, fossem coisa passageira, de algum problema momentâneo que ele estivesse enfrentando. Mas percebo que não. Caso contrário, não teria escrito tamanha bobagem ao se referir à cada vez mais provável ida do senador Vital do Rêgo para o Tribunal de Contas da União.

Primeiro Gilvan diz que Vital, que recebeu o voto dos paraibanos, vai “entregar a representação popular que o povo lhe deu a quem o povo nem pensava em dar”. Só se for Gilvan que vota em um senador sem olhar quem são os seus suplentes. Eu mesmo não. Votei em Vital por ele, por Raimundo Lira e por Tavinho Santos, que são os seus dois suplentes.

Dizer que é um golpe contra o eleitor, Gilvan, é dizer que o eleitor é burro e vota sem se aperceber quem são os seus companheiros de chapa. Eu não me enquadro nesse time. Se você se enquadra, Gilvan, está na hora, tardia, é claro, de mudar seu jeito de votar.

Dizer que Raimundo Lira mora nos Estados Unidos é desconhecer totalmente sobre sua vida. Aliás, reza a ética que não se pode falar daquilo que se desconhece, mas Gilvan cai neste erro de forma escancarada. Raimundo Lira, sertanejo de nascença, campinense por muitos anos, morando e investindo em Campina Grande, mora atualmente em Brasília, onde tem sede boa parte de suas empresas.

E Lira se preocupa, sim, com os paraibanos. Tanto que mantém residência em Campina Grande e empresas na cidade também, geando empregos e renda. Tem mais: a transferência do mandato de Vital para Lira não é um negócio entre amigos, como Gilvan disse. Está na lei. O suplente assume. É para isso que os suplentes existem. Agora, resta a quem tem inteligência – eu falei quem tem inteligência – observar quem são os suplentes, os vices, etc, na hora de escolher em quem votar. Coisa que, ao que parece, Gilvan não fez.

Aliás, com tanto desprezo pelos suplentes como Gilvan Freire demonstra, vejo que José Maranhão fez bem em não colocá-lo como suplente na sua chapa, como chegou a ser especulado. Talvez, quem sabe, a raiva que Gilvan Frente demonstra ter de Vital pode ter sido gerada quando, a pedido da esposa, Fátima Bezerra, Maranhão decidiu trocar Gilvan por Nilda Gondim, mãe de Vital, na chapa para o Senado. Tá explicado.

Dizer que os eleitores de Vital, Lira e Tavinho foram “enganados e traídos” é um atestado da mais alta incompetência. Os paraibanos votaram nos três, não apenas no titular, meu caro Vidente Cego.

Mas, de uma coisa tenho que concordar com Gilvan: quando ele diz que a Paraíba está, sim, formando uma classe política nova. Talvez por isso não queira mais, como representante, pessoas tão atrasadas quanto Gilvan, que depois de várias derrotas desistiu de disputar, pois não ganha mais pra nada nesse estado.

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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SERÁ QUE SOMOS INDEPENDENTES?

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Em 1822, o príncipe Dom Pedro de Alcântara Bragança (posteriormente coroado Imperador do Brasil como Dom Pedro I), ao receber uma correspondência de seu pai, o rei de Portugal Dom João VI, determinando que ele retornasse à Europa para submete-se à corte, revoltou-se contra a coroa e declarou às margens do rio Ipiranga na então província de São Paulo, a independência do Brasil, insuflado por seu ministro José Bonifácio e por sua esposa Maria Leopoldina princesa da Áustria. O mote foi de liberdade em relação ao governo português, mas historiadores dão conta de que a realidade foi uma grave crise institucional entre os liberalistas radicais e a aristocracia rural daquela época, que já se mostravam insatisfeitos com a subserviência à Portugal. Dito isso, somos levados a crer que a “independência do Brasil”, não passou de uma “solução política” para a permanência da monarquia no poder, e para satisfazer as classes urbanas liberalistas. Então, qual conceito de Liberdade podemos ter nos dias atuais? O que ganhamos com essa Tal liberdade? Desde aquela época a situação de segregação econômica continua dividindo e selecionando cada Brasileiro, apenas por suas condições financeiras. Eu, particularmente, não acho que sou “livre” no amplo conceito que essa palavra é definida. Não sou livre das classes dominantes, que apesar de terem a chancela do voto popular, continuam com o mesmo comportamento da época do domínio português, ou seja, cobrança exagerada de impostos à população, enriquecimento com dinheiro público, corrupção e acepção de pessoas ao bel prazer de quem está no poder. Não sou livre em minhas escolhas pessoais devido aos inúmeros monopólios e falta de incentivo à livre concorrência com condições justas e iguais, seja do comércio, em relação à produtos de consumo e principalmente às condições de Trabalho. A mídia comprada e direcionada pelos políticos, a juventude sem emprego e refém das drogas, o modelo familiar falido devido à uma educação sem compromisso com o social, onde pais não se respeitam e não cuidam de seus filhos, a liberalidade em relação à promiscuidade e ao relacionamento de pessoas do mesmo sexo que são chamadas de minorias e etc… Enfim, pra mim, desde 1822 é “dependência E morte” para o povo pobre desse nosso pais, que não vive sua vida em plenitude devido as imposições do cruel “Sistema”.

Luiz Vieira

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Garantia Safra: veja aqui o calendário de capacitação em cada cidade

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Capacitação de equipes municipais para Programa Garantia Safra começa em setembro.

Através da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), o Governo do Estado realiza no mês de setembro as capacitações territoriais sobre o macroprocesso de verificação de perda do programa Garantia Safra. Os eventos são destinados ao técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater) local, secretário municipal de agricultura, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais e Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).

Ao todo, serão 13 capacitações no Estado. As atividades são feitas em parceria com a Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Para acessar o calendário das capacitações clique aqui.

O Programa O Garantia Safra é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), executada em conjunto com prefeituras e governos estaduais, que garante o benefício de R$ 760,00 para os agricultores familiares do semiárido brasileiro que vivem em municípios que tiveram perda de, pelo menos, 50% da produção agrícola por causa da seca ou do excesso de chuvas

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